[Verso 1 No ronco do motor, no sulco do chão, A vida se faz com suor e dedicação. O sol queima a pele, mas a alma se alimenta, Da esperança que brota na semente. [Verso 2 No balanço da rede, no canto do sabiá, A viola dedilha , a história vai contar. De amor e saudade, de luta e paixão, De um povo que canta com o coração. [Pré-refrão E quando a seca castiga o campo, A fé não deixa o sonho secar. Porque o homem que vive da terra Sabe o tempo certo de plantar. [Refrão Canto da terra, voz que não se cala, Na raiz do sertão, a vida se entrelaça. É o som da viola, o cheiro do café, A história de um povo que sabe o que é fé. Canto da terra, que o vento levou, Mas no peito guardou, o que o amor semeou. No ritmo da roça, no calor do luar, A tradição vive, não vai se acabar. [Verso 3 Na festa do peão, no brilho da fogueira, A alegria se espalha, a vida é inteira. E no fandango, a gente se encontra e se entende, Porque a música une, e o amor nos defende. [Pré-refrão E mesmo quando o inverno é cruel, A semente guarda o poder de germinar. Porque o homem da terra é fiel, E sabe que a vida sabe se renovar. [Refrão Canto da terra, voz que não se cala, Na raiz do sertão, a vida se entrelaça. É o som da viola, o cheiro do café, A história de um povo que sabe o que é fé. Canto da terra, que o vento levou, Mas no peito guardou, o que o amor semeou. No ritmo da roça, no calor do luar, A tradição vive, não vai se acabar. [Ponte E quando a noite cai, e a lua ilumina o chão, A viola ecoa no céu, é pura emoção. Um legado de amor, simples e verdadeiro, É o grito guardado de um povo guerreiro, Que planta o amor pra colher por inteiro. [Refrão Final Canto da terra, voz que não se cala, Na raiz do sertão, a vida se entrelaça. É o som da viola, o cheiro do café, A história de um povo que sabe o que é fé. Canto da terra, que o vento levou, Mas no peito guardou, o que o amor semeou. No ritmo da roça, no calor do luar, A tradição vive, não vai se acabar. [Finalização (fade-out) Canto da terra... No nosso coração...