Tá tocando Raimundos na rádio, ô-ô! Pé na estrada, cerveja na mão, ô-ô! Acordei de ressaca, com o sol rachando a cara, A geladeira tá vazia, só tem gelo e uma cara. Peguei a velha motoca, botei o pé na estrada, Vou buscar minha coroa, que tá na quebrada. Pé na estrada, cerveja na mão, Vou curtir a vida, sem ligar pra opinião! Se o dinheiro tá curto, a gente se vira, No forró pesado, a galera se anima! Cheguei no bar do Zé, o som já tava tocando, A galera no couro, o chão já tava rangendo. Pedi uma cerva gelada, um pastel de vento, E já fui pro meio do povo, curtindo o momento. Pé na estrada, cerveja na mão, Vou curtir a vida, sem ligar pra opinião! Se o dinheiro tá curto, a gente se vira, No forró pesado, a galera se anima! Sanfona tocando, guitarra berrando, A galera pulando, o chão tremeu! Bateu a fome, pedi um baião de dois, Com cachaça no copo, e o som no pé! O solo de guitarra é rápido e pesado, com uns bends que lembram o chorinho, e a sanfona entra em seguida, fazendo um duelo com a guitarra. A bateria acelera ainda mais, puxando um ritmo de forró punk. A noite foi longe, o dia já raiou, A galera cansou, mas o som não parou. Peguei minha motoca, botei o pé na estrada, De volta pra casa, com a alma lavada. Pé na estrada, cerveja na mão, Vou curtir a vida, sem ligar pra opinião! Se o dinheiro tá curto, a gente se vira, No forró pesado, a galera se anima! Tá tocando Raimundos na rádio, ô-ô! Pé na estrada, cerveja na mão, ô-ô! Tá tocando Raimundos na rádio, ô-ô! Pé na estrada, cerveja na mão, ô-ô!