Caminhei pela estrada, sozinho a vagar,
O coração apertado, não sei mais onde estar,
Lembrei do passado, de um amor que ficou,
Na beira do rio, o sertão me chamou.
A poeira se levanta, o vento a cantar,
A saudade no peito, não me deixa descansar,
O chapéu na cabeça e a viola a tocar,
A lembrança daquele amor a me consolar.
É modão sertanejo, é dor que vai e vem,
Nas cordas da viola, saudade do meu bem,
O sertão é meu guia, a estrada é meu chão,
E o coração canta a dor dessa paixão.
No rancho de barro, o fogo a estourar,
A lua me observa, sem ninguém para amar,
Mas a lembrança dela não sai do meu ser,
Como um rio que corre, não dá pra conter.
O tempo passou, mas eu ainda estou aqui,
A saudade me domina, não deixa eu seguir,
Mas a viola me acalma, me faz reviver,
E a dor do sertão, só a música pode entender.
E assim sigo a vida, na estrada do sertão,
Com a viola na mão e a saudade no coração.