Estamos na era do século vinte um
vivendo na espera de mais um dia comum
Aqui estou eu de braços abertos
mesmo sabendo que o que eu faço não é certo
Escrevendo o que eu vivo sempre a pensar
vivendo em torno deste texto singular
Ecoando incertezas brilhava um belo luar
iluminando a beleza nas águas claras do mar
Estamos no mesmo sistema
e na mesma programação
na mesma cena
em um canal de televisão
vivendo em um planeta
que você mesmo desenhou
e procurando estrelas
que você não encontrou
pela fresta da janela
eu me via cada momento
com saudades dela
neste túnel do tempo
onde o prisma do sol
nos retalhos de vidro
refletiam a luz
e falta de equilíbrio