Amarguraram o prato e no prato não tinha nada dores são servidas como café de estrada bem-vindo à jornada a vida que é dura só se terá descanso se descer a sepultura o rap com palavra mas sem atitude fala merda come merda e tem gente que se ilude o importante é saúde melhor do que dinheiro cachorro com valor tá se sentindo prisioneiro zelo pelo que eu falo o que eu prometo eu cumpro meu papo não faz curva e nem muda de assunto na pura nostalgia poesia na prática é para chocar e deixar sua mente estática café com bolachas não vou te oferecer vou acender o fogo e deixar água ferver estradas muitas guerras travadas todo dia me sentindo um soldado para desmanchar sua infantaria hora não deixa trilha que o cão farejador seguindo com a matilha e o vento a seu favor já sentiu medo do inferno e sonha em ir para o céu sociedade marcada vivendo como réu marcado por seus erros apontado em meu dedos sonhar com gênio para lhe conceder desejos na boca o bocejo o sono já chegou os olhos lacrimejam poeta trabalhador a vida é labuta arte é quem nos cura para essa realidade não se tornar loucura mantendo-me a postura e de cabeça erguida estou fazendo rap sem vender minha vida por um prato de comida crianças ainda choram a favela não venceu estão te contando outra história muitos querem Glória na terra mas ela é passageira sucesso bate vento espalha feito poeira
Carregando o objetos sentido a vala descarreguei revólver usei palavras como bala escute a minha fala ouça o que eu digo se não for ver com os olhos acenda a luz se for preciso literatura de bandidos artistas banidos é como vinho seco minhas letras aperitivo deguste comigo sinta o sabor poeta são operário e trabalham com amor amarguraram o prato amarguraram um prato e no prato não tinha nada dores são servidas como café de estrada dores são servidas como café de estrada