Eu criei meu refúgio, mas não posso fugir,
No sussurro do caos, ouço você sorrir.
Entre linhas partidas, há algo a dizer,
Mas no jogo dos espelhos, quem vai ceder?
Você dança na sombra que eu tento apagar,
Cada passo seu me faz duvidar.
É batalha ou laço? Eu não sei definir,
Entre nós, o destino parece ruir.
Somos fios do mesmo tear,
Um puxa, o outro deixa quebrar.
No caos que corre entre você e eu,
Quem comanda? Quem obedeceu?
Sugando a verdade, moldando o real,
Caminhamos no mesmo vendaval.
É guerra, é pacto, ou algo a mais?
Do vazio, o que você traz?
Você fala em destino como quem sabe o fim,
Mas eu vejo no seu olhar um começo ruim.
Cada feitiço que lança traz algo de mim,
Me prende e me solta num mesmo motim.
Somos dois lados de um mesmo poder,
Quem consome quem, quem vai vencer?
Na fraqueza que mostro, você se alimenta,
Mas sua sombra também me tenta.
Somos fios do mesmo tear,
Um puxa, o outro deixa quebrar.
No caos que corre entre você e eu,
Quem comanda? Quem obedeceu?
Sugando a verdade, moldando o real,
Caminhamos no mesmo vendaval.
É guerra, é pacto, ou algo a mais?
Do vazio, o que você traz?
Eu caio, você ergue, mas o chão não existe,
No jogo da magia, quem é o mais triste?
No fundo, eu vejo, somos reflexos,
Rasgando o mundo com nossos complexos.
Se é poder ou paixão que nos une assim,
Talvez o final esteja no início sem fim.
Somos fios do mesmo tear,
Um puxa, o outro deixa quebrar.
No caos que corre entre você e eu,
Quem comanda? Quem obedeceu?
Sugando a verdade, moldando o real,
Caminhamos no mesmo vendaval.
É guerra, é pacto, ou algo a mais?
Do vazio, o que você traz?
Na batalha, na dança, na trama sem fim,
Você me confronta, eu me vejo em mim.
Somos iguais, embora nunca sejamos,
Na magia que criamos, nos transformamos.