provo que to preparado
não é me gabando
ao passar dos anos
nota-se
metamorfose
desse monstro
queria intender
porq sou diferente
mesmo livre
sinto dor
mesmo frio
me sinto ardente
sensações por horas e pensando
enganado por mim mesmo
e querendo bolar plano,
casado de humanidade do que é que é humano.
pisando em cacos
descalço
e nunca chorando
só as vezes, que me encontro “sufocado”
querendo explodir
procurando o culpado
arrependido pelos atos
e crucificado
como meu bom jesus
mais um neguinho
a procura da luz
carrego o fardo do vício
odio da revolta
um filho que sai e nem sabe se volta
a cicatriz da ferida nao melhora
perdi o brilho dos olhos
quase vi derrota
mais nao me chame de fraco
jogo
jogo meu baralho
as cartas se movem
o jogo se torna fácil
nasci pra esperto
não pra ser esperto
e não pra ser otario
talvez um dia eu mude
talvez um dia eu fale
que minhas paranóias
se transformem em notas
que os meus pensamentos não falem mais alto que meu coração
que eu nunca tenha qur aliviar minha dor
colocando em risco a vida do irmão
olhei na cara da morte só pra dizer que to calmo, sereno, bem louco viva é minha voz
fisico não vale nada
arte não se força
respeito não se compra
E a rua cobra
nunca fugi do corre
mais zarpei dos homi
mesmo com a alma pura
o pecado consome
não tenho lugar ao céu
mesmo morrendo um anjo