autocrítica-文本歌词

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arthur victor
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Às vezes calo

Por não saber o que dizer

Às vezes grito

Com as paredes pra esquecer

Do que machuca

Se ainda machuca eu vou deixar

Às vezes canto

Por não saber quando calar

Às vezes minto para mim mesmo

Ou pra tentar

Abafar casos

Tranco as gavetas

Troco os móveis de lugar

Deixo a louça acumular

Eu não sei como mudar e finjo que

Às vezes quero

Mas prefiro não assumir

Às vezes cedo

Mas já é tarde até pro sim

O que machuca é conviver com esse “e se”

Às vezes penso

E depois quero não lembrar

Às vezes tenho

Receio de sequer olhar

Para o passado dormindo ao lado

Vendo vago o seu lugar

E eu nem sei como explicar

Poderia até tentar mas sinto que

Se eu não fosse tão teimoso e até descrente se eu não fosse aquele que sempre quer estar sempre tão certo e sempre esquece do que realmente importa

e se eu fosse quem que decora as próprias músicas

Eu queria muito ser quem sabe o que fazer na hora H e não quem só aponta o dedo

Quem se e só tem medo e não se toca

Só se fecha em sua toca sem lidar com a própria culpa

A verdade é que se eu fosse mais sincero e quem sabe mais amigo dos amigos, mais presente, mais preciso nas palavras com o cuidado pra não magoar ninguém ou a mim mesmo

Eu poderia ser mais corajoso e bem menos amargo, menos vaidoso com o que sei e saber menos, não querer o mundo inteiro ao mesmo tempo e me cuidar

Começar a aceitar quem sou por dentro e me cuidar

Ser bem menos cruel comigo mesmo e me cuidar

E quem sabe um dia amar o que eu vejo

No reflexo do espelho

Eu poderia

Às vezes sinto

E depois quero não lembrar