E agora o que faço de mim
Sem seus olhos, suas mãos, seu jardim
De um lado me chama, de outro me afasta, me quer, mal me quer
Diz que vai, mas não volta e não vem
Finge que tá tudo bem sem
Só não sabe se quer mais
Ser a minha mulher
E agora o que faço de mim
Se desfilas para longe do sim
De um lado me chama, de outro reclama, mal sabe sequer
Diz que faz, mas não faz e não vai
Cai, se desfaz, mas não sai sem
Só não sabe se quer, se não quer ou o avesso do que vier
Me pede tempo, compassos em branco
Acordes vazios que tocam no tranco, meu pinho calado, mas a vida chama e me sorri
Me pede tempo, mas tudo que canto é cheio de invento e quer movimento pra lá
Da curta eternidade do verso
Que eu compus pra você
Todo tempo que eu
Que eu compus pra você