Eu sabia dos riscos ao me jogar,
Mas mesmo assim quis arriscar,
Talvez um desejo impossível de evitar,
Ou apenas o medo de nunca tentar.
Um coração frágil, moldado em areia,
Um castelo que o mar sempre permeia.
Cada onda vem e leva embora,
O que eu sonhei, se perdeu na aurora. (Na aurora...)
Está sendo tão fácil assim,
Fingir que nunca gostou de mim?
Como a maré apaga o que escrevi,
Você desfaz tudo o que eu senti. (Tudo o que senti...)
Fui tão ingênuo em acreditar,
Que o mar não iria nos afogar.
E o que mais dói, não é só a sua partida,
Mas o teatro de querer ser parte da minha vida. (Você mentiu...)
Com palavras doces, promessas vazias,
Me fez crer que era amor, que eram nossas vidas.
E eu, tão ingênuo, deixei-me iludir,
Mesmo vendo os sinais, insistia em seguir,
Num castelo de areia, pronto a cair.
Estive esperando você tomar uma iniciativa,
Mas nada aconteceu (Nunca aconteceu...)
Você montou um teatro de sonhos (mentiroso...)
E eu comprei o ingresso da primeira fileira.
Eu construí um castelo sobre suas palavras,
Mas a base era feita de areia que o tempo levou.
Me perguntei por que eu simplesmente não fui embora. (hipnotizado...)
Eu deveria ter aprendido com o passado,
(Por que não aprendi?)
Mas o coração sempre quer tentar.
Agora vejo os pedaços separados,
Tudo quebrado...
De um amor que nunca foi feito para durar.
Vejo que já não preciso de você,
O eco da dor começa a se perder.
Sinto, mas não chega a me consumir,
Não a ponto de deixar você regressar aqui.
Cada palavra, uma promessa que não aconteceu.
Estou no limite, quase a transbordar,
Pronto para quebrar...
Nunca mais vou deixar ninguém me enganar.
(Nunca mais...)
Promessas vazias se vão com o vento,
E eu sigo em frente, sem mais lamento.
Sem mais sofrimento...