(Solo)
Cada passo nas ruas do centro
É um descompasso na linha da história
Nada parece indicar uma evolução
Como se estivéssemos perdidos
Trilhando por rumos aleatórios
Paulicéia que segue desvairada
Fumando pedras de fumaça maldita
Tragando monóxido das altas buzinas
Loteados pelo interesse de construtoras
Alienados de nossa humanidade
(Solo)
Cada passo nas ruas do centro
É um descompasso no destino da nação
Povo que não se une mesmo na dor
Pretos escravizados ainda muito pobres
Indígenas vivendo como indigentes
Dignidade não fundamenta o cotidiano
Fluxo de trabalhadores rumo ao metrô
Paulicéia que segue desvairada
Telas de celulares iluminando calçadas
Aqui o mundo já chegou ao fim