Mais me vejo no espelho
mais te vejo distante
num tempo que se alimenta
em moto-perpétuo, constante
duma dimensão inexistente
que se perdeu no instante
em que o desejo surgiu
tão livre, sem atrito, sem medo
quando a luz se desiluminou
na força que agora desliza
pelo espaço profundo
lá no fundo do espelho
onde o tempo se cristalizou